sábado, 21 de maio de 2016

O Papel do AT na escola

Autora: Neide Soares.

Sabemos o quanto o ambiente escolar vem somar durante o desenvolvimento da criança, sabemos também o quanto as nossas crianças autistas podem ganhar neste ambiente. Quando essas crianças são matriculadas, na maioria das vezes não encontram na escola a estrutura suficiente, ou seja, um olhar que tenha como real prioridade permitir que elas explorem ao máximo suas potencialidades neste ambiente tão rico de experiência social.
É neste contexto que entra em cena o Acompanhante Terapêutico-AT, mediador ou facilitador escolar, apoiando o aluno em todas as situações. Seu papel é direcionado a possibilitar que o máximo de oportunidades sejam criadas e aproveitadas para que as crianças com necessidades especiais aprendam, não apenas os conteúdos pedagógicos, mas também outras habilidades. Assim, o AT tem como função mediar as interações e facilitar a comunicação entre a criança e seus colegas de sala e entre ela e os professores, ou seja, com o ambiente escolar como um todo. Seu papel não é de assumir ou tomar o lugar do professor, mas de permitir que seus ensinamentos sejam assimilados ao máximo pela criança, já que esta enfrenta dificuldades especificas, barreiras que não fazem parte da vida das crianças sem o transtorno do desenvolvimento.
Na maioria das vezes o AT é um profissional graduado ou estudante da área de psicologia, pedagogia ou enfermagem. Quando estudante, o AT trabalhará sob supervisão e orientação de outro profissional formado, em outros casos o profissional formado em pedagogia ou outra área que não seja psicologia também deve trabalhar sobre orientação e supervisão de um psicólogo formado, mas é fundamental, ter uma formação teórica como analista do comportamento, pois é o AT que vai planejar juntamente com os profissionais da escola mudanças no ambiente físico e adaptar o currículo de acordo com a necessidade da criança. É extremamente importante que o profissional busque recursos pedagógicos diferenciados e alternativos que motivem essa criança a apreender de uma forma mais eficaz os conteúdos pedagógicos, usando materiais que reforcem e estimulem essa aprendizagem. Tão importante quanto o treinamento do AT e sua atuação na escola é a retirada gradual da mesma, de forma que a criança passe a se relacionar independente com outras pessoas na escola, e tenha seus comportamentos mantidos ao longo do tempo. Assim o AT deve saber identificar as circunstâncias nas quais deve se aproximar da criança, quais procedimentos deve aplicar, e em quais momentos deve se afastar da criança.



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