Autora: Neide Soares.
Sabemos o quanto o ambiente escolar vem somar durante o desenvolvimento
da criança, sabemos também o quanto as nossas crianças autistas podem ganhar
neste ambiente. Quando essas crianças são matriculadas, na maioria das vezes
não encontram na escola a estrutura suficiente, ou seja, um olhar que tenha
como real prioridade permitir que elas explorem ao máximo suas potencialidades
neste ambiente tão rico de experiência social.
É neste
contexto que entra em cena o Acompanhante Terapêutico-AT, mediador ou
facilitador escolar, apoiando o aluno em todas as situações. Seu papel é
direcionado a possibilitar que o máximo de oportunidades sejam criadas e
aproveitadas para que as crianças com necessidades especiais aprendam, não
apenas os conteúdos pedagógicos, mas também outras habilidades. Assim, o AT tem
como função mediar as interações e facilitar a comunicação entre a criança e
seus colegas de sala e entre ela e os professores, ou seja, com o ambiente
escolar como um todo. Seu papel não é de assumir ou tomar o lugar do professor,
mas de permitir que seus ensinamentos sejam assimilados ao máximo pela criança,
já que esta enfrenta dificuldades especificas, barreiras que não fazem parte da
vida das crianças sem o transtorno do desenvolvimento.
Na
maioria das vezes o AT é um profissional graduado ou estudante da área de
psicologia, pedagogia ou enfermagem. Quando estudante, o AT trabalhará sob
supervisão e orientação de outro profissional formado, em outros casos o
profissional formado em pedagogia ou outra área que não seja psicologia também
deve trabalhar sobre orientação e supervisão de um psicólogo formado, mas é
fundamental, ter uma formação teórica como analista do comportamento, pois é o
AT que vai planejar juntamente com os profissionais da escola mudanças no
ambiente físico e adaptar o currículo de acordo com a necessidade da criança. É
extremamente importante que o profissional busque recursos pedagógicos
diferenciados e alternativos que motivem essa criança a apreender de uma forma
mais eficaz os conteúdos pedagógicos, usando materiais que reforcem e estimulem
essa aprendizagem. Tão importante quanto o treinamento do AT e sua atuação na
escola é a retirada gradual da mesma, de forma que a criança passe a se
relacionar independente com outras pessoas na escola, e tenha seus
comportamentos mantidos ao longo do tempo. Assim o AT deve saber identificar as
circunstâncias nas quais deve se aproximar da criança, quais procedimentos deve
aplicar, e em quais momentos deve se afastar da criança.
Nenhum comentário:
Postar um comentário